De tanto ficar em casa, tenho visto mais janelas! Da janela lateral (a do Lô), vejo igrejas, salas, quartos e carros. Mas vejo, como Calcanhoto, “pela tela, pela janela”…
São músicos cantando, gente batendo palma, panela, foto! “Eu bem que mostrei, sorrindo, pela janela, ó que lindo”! Mas Carolina, aquela do Chico, não viu.
Janela é diminutivo de Jano, a divindade romana representada por duas faces opostas que tem um lado voltado para a frente e outro voltado para trás. Jano, que significa porta, dá origem à palavra janeiro, o mês que abre o ano.
Janela é uma porta pequena. Não para passar pessoas, mas para passar o vento (wind, em inglês). Em inglês, janela é window. Em espanhol, ventanas.
Nestas tristes madrugadas, fique em casa, mas não faça como Carolina, faça como pede Jorge Costa: abra a janela! “Abre a janela, amor! Dê um sorriso e jogue uma flor para mim”! Bons ventos virão!